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Joca Vidal's in da house.
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"Thank You Lord" - Aswad
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quinta-feira, outubro 31, 2002
EMAIL BIZARRO DA SEMANA: Podiamos marcar de ir ! (sic) *CHOPPADA na Escuna.* CHOPADA para um seleto grupo de 140 pessoas com facha (sic) etária a partir de 23 anos, em uma Escuna. Domingo dia 10 DE NOVEMBRO das 10 da manhã às 17h com tudo liberado: (cerveja, gammy, batidas, refrigerante, frios , pães e pastas). Concentração 10hs e embarque 11hs. O som que vai rolar vai ser bem variado: Dance, Bahia, Hip-hop,Techno e Forró. Preços: Homem R$ 40 / Mulher R$ 20. A escuna sairá da Marina da Glória passando pelas praias do nosso litoral indo em direção as Ilhas Cagarras onde todos poderão dar uns mergulhos e curtir o visual da bela praia do Pepê. TRAJE: Praia completo. Sugerimos também levar um casaco para o caso de esfriar na volta. Depósito na c/c do Banco Itaú, ag: 0406, c/c: 62159-9, CPF: 018145817-90, Fernando José de Oliveira Fernandes. Caso prefira,me ligue no 9972-4220, para combinarmos a possibilidade de eu pegar o $$$ em sua casa, sem acréscimo. OBS: Também poderei entregar o convite a você na saída da Escuna EM CASO DE DEPÓSITO, já que chegarei antes das 09:00h. Comments: quarta-feira, outubro 30, 2002
O novo cd do Ryan Adams também é maravilhoso. Demolition não chega aos pés de Gold, sua obra-prima, mas está sendo lançado no Brasil (alguém aí ainda compra cd a 30 pila ?) com petardos como "Nuclear", "Hallelujah" e "Dear Chicago", essa lembrando bastante seu primeiro solo, Heartbreaker. Um dos maiores talentos surgidos nos últimos tempos no rock americano, Ryan diz que tem várias músicas guardadas que poderiam completar uma caixa com 4 cd's. Isso é que é talento... Comments: Ouvindo cada vez mais o cd "On The Prowl" de Walter Washington, que tocará aqui no Brasil semana que vem, fico mais amarradão. "Can't Change My Mind" e "It Was Fun While It Lasted" são obras-primas. Pena que o bluesman vai tocar numa casa elitista (Cais do Oriente, no Centro) de 150 lugares com ingresso a 55 reais. Isso só para ver o show. E pra biritar parece que a cerva é 5. Agora me diga : e o público de blues que não tem grana ? Como é que fica ?? Literalmente, foda-se. O espetáculo é para os ricos, ainda que cada vez mais esses estejam escasseando no Brasil (ou não). Comments: CASAR ? Sábias palavras do comediante americano Will Rogers : "Não importa muito com quem você se casa. Na manhã seguinte, sempre descobrirá que se trata de outra pessoa." Comments: O Organizers vem aí com força total !! Além de tocar na minha festa (dia 06 na BUNKER) junto com o Fábio Machado na pista 1 (na 2 rola o DJ Opus de trance), deverão fazer uma participação na FEBRE quinta na Casa da Matriz. Sexta e sábado estaremos em Petrópolis quebrando tudo com muito drum'n'bass e jungle. Esse começo de mês promete muuuuuita doidera. *** Quem quiser ir na minha festa e não pagar nada, me fala pr'eu botar o nome na minha lista. É imperdível essa chance de ver os caras de Porto Alegre aqui no Rio !! Comments: Excelente o cd do Instituto, "Coleção Nacional". Difícil de achar (eu mesmo demorei uns meses para adquirir), o cd dos produtores Rica Amabis, Tejo, Ganja Man e Rodrigo Silveira traz as mais diversas parcerias com os mais diversos nomes do underground (ou não) nacional, como Otto, BNegão, Los Sebosos Postizos (projeto da Nação Zumbi), Fernandinho Beat Box, Rappin' Hood, Sabotage, Fred Zero Quatro, entre outros. Naturalmente o samba, o dub, o hip hop e o jungle se alternam no decorrer do disco criando climas bem interessantes. É de iniciativa como essa que estamos precisando. Afinal, com as gravadoras falindo e os cds pela hora da morte (vi o novo do Manu Chao por 36 !!), os independentes tomam o mercado com preços mais adequados à realidade e, melhor, com uma qualidade musical supreendente. Comments: segunda-feira, outubro 28, 2002
No dia 08/11 vai rolar um evento maneríssimo na Fundição. Vai ser um evento meio diferente para o lugar pq vão tocar bandas gringas que fazem um som roots lá de New Orleans e Louisiana, como Sean Ardoin & Zydekool. O cd "Pullin'" é uma amostra sensaional de seu trabalho. O zydeco é o estilo da banda, um blues meio bluegrass com clima mardi gras. Daí o trocadilho com Zydekool. Sean é veterano na cena, mesmo tendo apenas 32 anos. Seu avô e seu pai foram pioneiros no estilo e passaram as técnicas para ele, que toca com muita habilidade sua... sanfona. É, o zydeco tem essa característica, o blues tem o auxílio da sanfona que torna seu som particularmente diferente. Super contagiante, dançante, vale a pena chegar na Fundição e conferir... *** Vai rolar forrózinho também nesse dia com Mestre Ambrósio e Trio Nordestino. *** Para esse mesmo evento o Walter "Wolfman" Washington vai tocar, mas vai ser só no Cais do Oriente a 55 pila. Sacanagem !! Comments: domingo, outubro 27, 2002
Quinta ainda dei uma passadinha na FEBRE, na Casa da Matriz. Uma das festas mais antigas de drum'n'bass aqui no Rio que voltou com força total, a FEBRE tem levado um bom público pro casarão de Botafogo. Quinta passada Calbuque deu um show, misturando samba-rock e Tim Maia com DB. Gente bonita, ambiente agradável e som de primeira fazem esse programa sagrado nesse dia da semana. Quinta que vem tamo lá de novo. Comments: ACID X Não posso deixar de comentar o luxuoso show que vi quinta no Bastidores, na Barra. O Acid X, antigamente conhecido como Acid Beatles por fazer uma fusão entre o som da banda inglesa e o acid jazz, mostrou suas novas canções ("Tem Muita Gente em Cima do Muro", "HD", "Uma Geral"...) e detonou covers dos fab-fours ("Michelle", "Can´t Buy Me Love", "And I Love Her"...) com competência. Excelentes músicos, com destaque para a linda vocalista Helena e o guitar-hero André, tem tudo pra dar certo e fazer a mala do público acid-pop. Comments: PERSISTINDO OS MÉDICOS, OS SINTOMAS DEVERÃO SER CONSULTADOS Tom Zé fez nesse sábado um show para poucos no SESC Copacabana, teatro com um palco no centro e platéia em volta, bem aconchegante. Foi um show-opinião (conforme definição do próprio), busacando um modelo de mais interação entre artista e público. E o baiano conseguiu, maravilhando os presentes que testemunharam uma apresentação histórica. Aos 66 anos de idade, Tom Zé raramente toca por aqui. No repertório clássicos como "2001", "Senhor Cidadão", "Augusta, Angélica e Consolação", "O Riso e a Faca" e "Made In Brazil". Músicas atuais como "Defeito 2: Curiosidade" e "Jimi, renda-se" e inéditas ("Unimultiplicidade" e "Língua Portuguesa"). Homenagem a Raulzito com "Maluco Beleza". Tom Zé e dois músicos no violão (Sérgio Caetano e Jarbas Mariz) tocaram quase duas horas e voltaram 2 vezes para o bis. No final autografou cds, inclusive um para mim. Supersimpático, me abraçou e disse "Te vejo na UERJ". Estarei lá. Comments: HALLOWEEN NO QUITANDINHA Juro que nunca tinha a uma festa, assim, festão de halloween. Aliás, essa tradicional festa gringa há pouco tempo que deu certo por aqui. Aproveitando o modelo capitalista que só cresce com o passar dos anos, os produtores viram que esse era um grande filão e atacaram, promovendo diversas comemorações "macabras". Fico pensando se essa é uma boa época para comemorações. Bem, pelo menos esse ano temos várias razões para comemorar o Dia das Bruxas: o Brasil à beira de uma recessão, o dólar alarmante na casa dos 4 reais, atirador misterioso matando crianças nos EUA, bomba em Bali, rebelião na Rússia... o mundo nunca esteve tão adequado para todos nós vestirmos pretos, pintarmos nossas caras e sair por aí aterrorizando. A festa que rola em Petrópolis num palácio monstruoso (de grande) com 50.000 metros quadrados de área construída, 6 andares e pés-direitos de 10 metros de altura chamado Quitandinha (esse nome é por que início do século os viajantes paravam para comer e repousar), aconteceu no sábado 25/10 e levou, como sempre, toda a galera jovem da região. Jovem mesmo, eu com (quase) 29 me senti meio 'tiozinho'. Galera essa cheia de criatividade estampada em suas fantasias de diabinhas, vampiras, anjos e montros. Alguns aproveitavam para pintar a cara toda e ficarem irreconhecíveis, outros arrumaram um jeito de fazer uma fantasia adequada para mostrar o corpo sarado. Todos no intuito de celebrar a fase monstrenga que estamos passando. No enorme salão principal (pista 1) o som era bem comercial, tipo o que você ouve nas rádios jovem do país: misturada de rap, com pop, techno, MPB e rock com os Djs Mario Bittencourt, David RF e Leo Oletic. Na pista 2, muito fluor decor e drum'n'bass com o Dj Fábio Machado e trance com Penélope e Bob Brasil. Os monstrinhos estavam bem dispostos a dançar, azarar e sair apavorando. Não faltavam 'corredores' de monstros à caça de bruxinhas, mas tudo na paz, afinal quem não queria se assustar numa festa dessas ? No final, valeu a pena. Me diverti muito fotografando o pessoal. Quando as pessoas estão fantasiadas elas querem muito ser fotografadas e o assédio a esse humilde fotógrafo se tornou intenso durante a noite. Boas fotos, muita zoação, som de qualidade (pode crer, tinha som de qualidade em alguns momentos, principalmente na pista 2) e a sensação de "pronto, agora fui numa festa halloween de verdade, qual será o próximo desafio ?" Comments: quinta-feira, outubro 24, 2002
Tem evento mais mauricesco do que esse Telefonica Open Air ? Me recuso, até por que nada como um bom cineminha tradicional. Fico indignado também, como certos jornalistas, que todo evento aqui no Rio tem que ter oba-oba, shows, desfiles e o caralho... Olha só o que uma amiga escreveu sobre a parada : "Caraca, é total mauriçola! Eu fui segunda achando que era uma parada total despojada (pra vc ter noção eu fui de chinelo) e quando cheguei lá estava uma galera total uhuu, meninas maquiadas e homens afim de descolar uma gatona...não acreditei. Mas a tela é muito legal, muito gigantesca!" Pois é... Comments: E hoje no Bastidores, na Barra, show com o Acid X. Quem é o dj da banda ? Isso.... sempre tive curiosidade de ver um show deles, já que falam tão bem dos caras. Chegou o dia, estarei lá. Comments: Amanhã e sábado no SESC Copacabana tem show do graaaaaaande Tom Zé. Espero ir no sábado, já que amanhã tô em Petrópolis vendo colé do Halloween do Quitandinha. Aliás várias programações amanhã. Vou perder uma mega festa de uma amiga e o show do Nação Zumbi na Fundição. Mas é isso, vamos levando.... Comments: Grande show ontem na PUC do Urubu Sertão, pelo segundo ano consecutivo no Festival de Primavera. Apesar do atraso de uma hora, os caras subiram no palco e mandaram muito bem, uma mistura de MPB, psicodelia, reggae... bem interessante. Pena que não acho nada dos caras na net, tipo email ou homepage. É ficar de olho pra saber quando vai rolar de novo. Comments: terça-feira, outubro 22, 2002
GUARDE ESSE NOME : WALTER "WOLFMAN" WASHINGTON. Ele vai tocar aqui no Rio no começo de novembro... blues de excelente qualidade. Comments: II FESTIVAL DE PRIMAVERA DA PUC Antes e depois das aulas tô dando uma passadinha no novo Ginásio pra ver as bandas. Ontem vi um pouco do Watershed e do Noção de Nada. O espaço para shows está maneríssimo, bem diferente do ano passado quando os shows rolavam na vila mermo. Hoje devo dar uma conferida no Glamourama e no Arcos do Choro. Mais pra semana, destaque para Urubú Sertão amanhã e Bangalafumenga sexta (22:00 hrs). Fora várias outras bandas desconhecidas que estarão tocando por lá, como a de nome hilário Seu Pires e Seus Copos (!!!). Vale o confere. Comments: PERDIÇÃO NA SEXTA Sexta-feira parto pra Petrópolis pro Halloween do Quitandinha. Integrando a "gang" do Fábio, o DJ mais fotografado do mundo, irei na árdua missão de fotografar o evento e ajudar a acabar com a cerveja do bar liberado da área VIP. Rezem pela minha sobrevivência... Comments: DONWTOWN De volta ao centro da cidade para resolver algumas coisas e almoçar com um camarada, vejo que tudo está pior do que tava antes. Hoje dou graças a Deus por ter largado tudo e começar vida nova. Simplesmente ou já teria morrido ou estaria muito infeliz se continuasse trabalhando no ramo de seguros e no centro da cidade. E também não ia estar fazendo metade das coisas que estou fazendo agora amarradão... O lema "A Vida é uma só" nunca esteve tão real quanto antes.... Comments: PAULO DINIZ Conheci o som do pernambucano Paulo no Abril pro Rock em 2000. Aquelas músicas antigas, meio baladas, meio jovem guarda, mas com um toque diferente. Bem-humoradas, elas pegam o ouvinte de prima. Quando vi o show não conhecia nada e depois, no Rio, encontrei uma coletânea dupla maravilhosa com boa parte de seu repertório. Hoje, rodando pelo centro, vi que relançaram dois LP's seus, de 1968/69, em um único cd: "Brasil, Brasa, Braseiro" e "Quero Voltar Pra Bahia" por um preço camarada. Além de outras músicas que não estavam na coletânea, esse cd traz grandes "sucessos" como "O Chorão", "Piri Piri", "Um Chope Pra Distrair", "Ponha Um Arco-ìris na sua Moringa"... Pena é saber que Paulo está morrendo sem reconhecimento. Nem imagino seu estado de saúde agora, não acho nada dele no google. Me lembro que em 2000 ele tava bem ruinzinho, tinha sido atropelado e tal. É uma pena. Será que ele só vai ser reconhecido depois de sua morte ? Cara, pra falar sério nem sei se ele já está morto. O que me impressiona é o descaso da cultura por esse país. Ignorar Paulo é ignorar a MPB nordestina...não seja uma dessas pessoas. Comments: domingo, outubro 20, 2002
"Alvorada, lá no morro, que beleza...", Cartola maravilhoso. A trilha sonora de Cidade de Deus é da altura do filme. "Convite para a Vida", sambinha que Seu Jorge manda nos créditos finais se destaca. Nota 1.000 !! Comments: Por causa disso vou emitir detalhes do que foi o sushi da Fabiana ontem. Falarei apenas a partir de 2:30h quando cheguei na Bunker pra ver o show do VALV. Post-rock até a medula, o tipo de rock com extremo peso e extrema sensibilidade de bandas como Mogwai. Cheguei já tinham rolado 3 músicas. Ainda tocaram umas 7, todas de seu maravilhoso EP, Ammonite. Bunker lotada, sabadão, né ? Tranquilo... fotos na MOOD, na coluna Noite em foco. Comments: A partir de agora nada de abrir muito o jogo. Tava detalhando muito minhas experiências transcedentais e agora parei. Aí, é tudo mentira aí embaixo !! Não fiz nada daquilo que escrevi. Fiquei caretinha na rave. Pronto. Comments: sexta-feira, outubro 18, 2002
Em pleno vapor as negociações do Organizers virem tocar aqui no Rio dia 06, na Bunker. Vai ser o maior encontro do DB nacional nos últimos tempos, a união entre o Rio-Porto Alegre, é tudo irmão mermo, porque não confraternizar ?? Comments: Tô completamente viciado no Deodato. Já o conhecia há alguns anos, mas agora com o advento (caralho, que lindo...) da internet de banda larga no meu humilde canto na Gávea, estou sempre buscando novas músicas. Baubles, Bangles and Beads é uma maravilha sem igual, impossível não se sensibilizar. Consegui Black Dog do Zeppelin em sua versão, simplesmente inacreditável. DEODATO RULEZZZZZZ Comments: quinta-feira, outubro 17, 2002
A primeira música do cd é a hilária Blunt of Judah que diz : "Via erva santa sem amônia/Tô no caminho do blunt of Judah/Pra ficar sonhando depois que acordar/O vermelho e o amarelo/Na quentura do véu/A fumaça era grande/E sumia no céu..." O som dos caras tá mais enfumaçado do que nunca !! Comments: Estou digerindo desde ontem o novo da Nação Zumbi. Porrada no cérebro em 12 faixas, não é um disco muito fácil, mas depois da quarta audição ele é maravilhoso. O encarte, feito de papel reciclado, é muito louco, com um design gráfico bem inovador. Destaque para as participações de Dona Cila (na doida Caldo de Cana), Ganja Man nos teclados, DJ Marcelinho scratcheando e John Medeski, o mestre do hammond. Comments: terça-feira, outubro 15, 2002
Esqueci de falar que sábado na BUNKER vai rolar show do VALV !!! Puta merda, estarei lá. Que banda foda, nunca esquecerei seu show abrindo pro Mogwai. Fudeu, róque total, porrada no crânio, é a boa !! Depois pode ser Marina da Glória na madruga...hehehehe Comments: Você conhece a página do Adão ?? Muito foda, principalmente o link da personagem Aline, nas tiras de sua viagem de ácido. Hilário... Comments: Acho que não vou sair até o fim de semana. Hmmmm se bem que quinta rola Broken Beats na Fun House... Comments: TRANCE - Um filho da Acid House. Sem vocais e com muitos efeitos eletrônicos, tem uma atmosfera psicodélica, viajante. É o som favorito dos hippies tardios que aderiram com tudo à house tecno music. Então tá, né ? Se tá falando.... Comments: EARTH DANCE - RAVE NA SERRA DO CIPÓ (MG): O engraçado é o preparativo pra viajar. Sozinho, acampando, sem saber o que esperar no caminho, como vai ser. Rola aquele frio na barriga gostoso, aquela sensação de sair por aí e viver a vida, conhecer o Brasil, pessoas novas, o desafio. Hoje, depois de toda a maratona, vi que as coisas foram 'fáceis' e faria tudo de novo, amarradão. Na sexta peguei um ônibus na rodoviária até BH e de lá ia encontrar uma galera que ia partir de micro ônibus até a Cachoeira Alta. Esse micro tava combinado de partir às 19:00 e cheguei em BH 19:30. Saí voado para o local pensando que neguinho ia me espancar por estar chegando atrasado. Que nada. A galera tava lá, biritando, esperando o ônibus chegar ainda. E a gente esperou, esperou e esperou pra caralho. O motorista só chegou lá pelas 10 e meia, onze da noite !! Nessa espera já conhei uma turminha bem doida, fiz algumas amizades importantes para o resto da viagem. Quando o buzum partiu achamos que a viagem seria rápida, mas não foi. Como a galera tinha biritado, o motorista teve que parar várias vezes no caminho pro xixi. No trajeto aquela tensão pra ver se não tinha nenhuma dura rolando. Se tivesse ia ser foda, mas não rolou... Na viagem eu era o "carioca", só tinha mineiro praticamente, e tu sabe como é mineiro, muito doido, ficava falando : "quero ver o bagulho do carioca, dizem que é o melhor do Brasil !!" . Quando chegamos na entrada da festa, por volta de 1 e meia, duas, fizemos o "check-in" e entramos. Alguns nem fizeram, saíram invadindo. Tava um friozinho e andamos no escuro até o local onde ia rolar de botar as barracas. Acabamos nos unindo e uma parte do pessoal botou as barracas juntas e cada um se ajudou. A barraca que eu levei nunca tinha montado, mas acabou sendo tranquilo. O foda é que o local que a gente escolheu não tinha sombra, era deserto total, o que nos atrapalhou nos outros dias. No problem, viagem pra rave é isso aí. Acabamos de arrumar as paradas e partimos pra pista, um local um pouco mais no alto, com umas luzes negras, neon... mó visual. Isso de noite, imagina de dia... Foi isso que presenciei quando o dia começou a amanhecer, lá pelas 4 e meia da matina. Um visual absurdo, um morro enorme com uma cachoeira maravilhosa de 110 metros que dava pra ver de qualquer lugar do camping. Paradisíaco. A balada já tava forte, mas o melhor ia ser com o passar das horas. O trance já tava rolando desde de tarde e ia continuar non-stop até a segunda feira. Nesse dia curti bastante pq simplesmente não dava pra dormir de dia, o sol não deixava. Meu horário acabou sendo assim : curtia o dia inteiro e de noite, lá pelas 11/meia noite ia dormir. Acordava as 4, voltava pra pista e só ia dormir de novo na meia noite do outro dia. Acho que foi assim pra maioria das pessoas. Foda é que o sol pegava forte, mas na madruga era bem frio, por volta de 12 graus. A melhor hora do dia pra cair na pista era tipo 5 e meia em diante. O sol ainda tava fraco e dançar vendo ele nascer é outra coisa. Quando ele tava lá no alto era só tirar camisa e sacudir a poeira (literalmente). Como a pista era na terra batida tinha horas que não se enxergava nada de tanta terra que levantava. Mas isso não era nada, neguinho tava tão doido que nem se importava com esse detalhe. Drogas rolavam com facilidade. Na parada era cada um na sua, não tinha segurança nem gente reprimindo nada. Quem quisesse fumar, fumava. Quem quisesse cheirar também. Muita gente de balinha e ácido. Lança também à vera. Engraçada era a cara das pessoas que se transformavam com o E. Diversão garantida e altas risadas. Neguinho se acabava, tomava não sei quantas balinhas/ácidos por dia. Bagulho era normal. O problema era a cerva, KaiZé a 2 real. Puta merda, ia conviver com isso a festa inteira. Pelo menos a água era 1 real. Nos primieros dias fiquei tranquilo. Só ficava no trivial, tirava minhas fotos, rodava o local, ia pra cachoeira, conversava, dançava. No caminho da cachoeira rolava uma outra 'pista', o chill-out. Essa 'pista' eram umas esteiras que a galera desmaiava ouvindo um som eletrônico mais lounge, tranquilo. Fiquei de cara quando vi a cachoeira pela primeira vez. Ela é tão enorme que o visor da máquina não pegava o seu início e fim de uma vez só. Pra tirar uma foto dela inteira só separando em duas fotos. A galera se esbaldava durante o dia. Nas pedras em sua volta neguinho chapava, tomava sol, conversava, fazia topless e etc. Se continuasse em seu rumo, encontrava altas piscinas naturais, chuveiros e outro lugares mais calmos pra relaxar. A comida na festa era feita num restaurente para todos. Não comi um dia lá. Levei uns sandubas que deram um alô durante um tempo, aliados aos biscoitos, chocolates e nescaus que levei. Um dia comi um espetinho de frango numa barraca por lá e só. Os banheiros não aguentavam muito tempo. Em horas críticas ficava com um aspecto constrangedor, mas normal em eventos desse porte. O lance era deixar rolar. Então deixei rolar e só fui fazer o no. 2 depois de 2 dias, tranquilo psicologicamente. O problema era pras meninas. Elas foram verdadeiras guerreiras, não é qualquer mulher que se sujeita a uma aventura dessa. Banho ?? Não entrei no chuveiro lá. Até porque a água faltou várias vezes. O lance era dar um mergulho na cachu, ou, na maioria das vezes, botar a cabeça na pia, quando ele tinha água. Passar o shampoo, escovar os dentes, tudo ao mesmo tempo em 5 minutos, show... Não tava nem aí que meu pé tava sujo, que meu cabelo tava sem shampoo, o lance era zoar geral e se despreocupar com tudo. Foda-se ficar cheirosinho... Fiquei impressionado com a galera doida de lá. As meninas que se acham radicais de piercing e tatuagem não sabem de nada. O povo que frequenta as raves é muito mais louco, muito mais moderno, muito mais tranquilo do que qualquer outro. A quantidade de tattoos, cabelos e visuais diferentes impressionava !! Apesar de tudo, a festa unia a todos. Todo mundo tava lá no mesmo lugar, nas mesmas condições, curtindo o mesmo som. Era fácil ser ajudado por alguém, conversar com alguém, fazer amigos de SP, Minas, Rio, Rio Grande do Sul. Cada um contando suas experiências... Conheci vários DJ's de trance que mandam muito. George, Ekanta, JP, MPA, Swarupe, Tati... a lista vai longe. Engraçado que as músicas parecem sempre as mesmas mas não são. Hoje em dia já estou conseguindo diferenciar o que é psy, o que é techno, DB.... coisa difícil pras pessoas normais que acham que tudo é techno. O interessante é que ouvir trance 24 horas por dia fica manero quando você viaja pra algum lugar assim perto da natureza e sem restrições, sem ninguém te regulando e controlando. O lance é se acabar mermo. Meu dia de game over foi no domingo. Como não consegui um doce acabei apelando pra bala de um mineiro que conheci lá. Por 30 conto, mandei mezzo-manhã e mezzo-noite. De noite eu fiquei louco e dancei por horas seguidas na frente com a turminha da cara transformada, foi muito bom. Domingo rolou uma meditação no chill-out bem interessante, depois da demonstração dos malabaristas, que eram muitos. Segunda meu ônibus tinha um horário indefinido pra partir. Não queria esperar até de noite, tava acabado. Minha alma já tava lavada e queria voltar pra casa. Tentei arrumar uma carona pra qualquer lugar. Acabei conseguindo sair numa Kombi até Ipoema junto com 2 paulistas e uma paulista muito loucos. Chegamos em Ipoema às 10 da manhã e o próximo ônibus para BH só saía às 16. Legal. Como estava sozinho, fiz amizade com uns caras da cidade que também estavam indo pra BH e arrumamos uma carona com um comerciante local até o trevo da BR, onde pegamos um buzum pra BH. Cheguei na rodoviária 12:35, 5 minutos depois do ônibus já ter partido pro Rio. O próximo só ia às 15:30. Tudo bem, chegar no Rio ainda na segunda era meu objetivo. Acabei batendo um rangão mais sarado, conheci uma menina super legal na rodoviária que acabou fazendo com que meu tempo de espera passasse bem rápido. Minha aventura acabou quando cheguei no Rio 10 horas da noite. Missão cumprida e alma lavada, pronto pra próxima. Comments: sexta-feira, outubro 11, 2002
Então eu tô indo aqui e já volto. Triste pq vou perder o show do Chili Peppers hj e do Wado amanhã. Feliz pq vou conhecer a Serra do Cipó e gente nova. Vou participar de mais uma experiência transcedental e me divertir. A vida não tem graça se não for assim.... FUI !!! Comments: quinta-feira, outubro 10, 2002
- Biggie e Tupac: e o Festival do Rio acabou. Pra fechar, esse documentário sobre dois astros do rap que foram mortos. Suas mortes têm muita coisa em comum. Basicamente, o que matou os dois foi a mente ambiciosa de Suge Knight, o sinistro por trás da Death Row. Briga de gangues, dinheiro, armas, contrabando, tudo influenciou para que hoje não seja possível ouvir nada novo desse dois gênios do rap. O documentário entrevista a mãe de Biggie, o pai de 2Pac e uma galera que esteve envolvida nos assassinatos, como ex-policiais e o próprio Suge (na prisão). O recado principal é o seguinte : quem matou os caras eram profissionais e... policiais, lógico. Era incômodo para a polícia ter que conviver com uma possível volta de um movimento parecido com o Black Panther. Biggie e 2Pac incomodavam bastante.... Comments: Acabei indo na BUNKER ver o Anderson Noise e fotografá-lo para a MOOD. Cheguei depois do filme, lá pelas duas. Um inglês, Jamie Anderson, tava descendo a lenha na pista 1. Na 2 T'Ai Head pra meia dúzia de gatos pingados, incluindo aí eu e Fábio. Foi bom pra agilizar alguma coisa sobre a festa com o Organizers, de Porto Alegre. Vai rolar, com certeza !! Noise destrói. Só de white label, o cara é malandro. O problema é que techno não é muito a minha praia. Acho uma parada pesada demais, outro clima... mais sinistro. Mas tamos aí. Comments: - O Romance de Morvern Callar : esse filme vi ontem à meia-noite. O horário é ideal : filme bem nonsense, com tomadas arrojadas, original. Bem louco, digamos assim. Cenas que sugerem uma viagem de ecstasy impactantes. O filme, escocês, conta o drama de MC que, após o suicídio do namorado, se apossa de seu romance (livro) e ganha uma grana. Faz altas loucuras com uma amiga, viajando sem rumo pela Espanha. Nada de mais, até demora um pouco pra passar. Mas valeu. Comments: quarta-feira, outubro 09, 2002
- Fale com Ela : o que dizer do novo do Almodovar ? Sensacional ? Maravilhoso ? Essencial ?? Isso os jornais já disseram e, bem, sendo um Almodovar não tem como não dizer isso.... acontece que esse filme é um Almodovar diferente. Ele tá mais sensível, mais delicado (sem insinuações). E fez um filme obrigatório para todos aqueles que curtem um cineminha. A história triste que fala de amizade, amor, coma, tragédia nos obriga a refletir, a "mastigar" o filme durante horas. Sim, é por causa disso que eu fiquei chocado depois que o filme acabou, e tô até gora. É por causa disso que o Cine Odeon às 3 da tarde de uma quarta-feira estava abarrotado com gente sentada no chão. É por causa disso que todos apaludiram depois e algumas pessoas choravam (eu entendo elas). É por causa disso que você não pode deixar de vê-lo. Urgente. Comments: terça-feira, outubro 08, 2002
CINE ÍRIS - SALADA 05/10/2002: A festa Salada, clássica da Fluminense FM nos áureos tempos surgiu também com a volta da mesma para a fm. Só que essa festa foi no sábado pré-eleição, o que fez com que pouca gente fosse para a Rua da Carioca. Tá bom, quem não foi não perdeu muita coisa. Os shows do Autoramas e Penélope foram apenas OK. Luciok que detonou no Terraço para poucos felizardos. Veja aqui as fotos. Comments: segunda-feira, outubro 07, 2002
DESCOBERTA ENFUMAÇADA : A banda francesa Le Peuple de L'Herb faz um som misturado com rap, dub, DB e techno que vale a pena correr atrás. E o nome ? Estilo Planet Hemp... o 'povo da erva' RUUULES !! Comments: domingo, outubro 06, 2002
ISSO QUE DÁ VOTAR DEPOIS DA PRAIA : chega entorpecido e fica na fila errada por meia hora. Mas também é aplaudido pelos mesários por ser o último a votar da seção. Comments: sábado, outubro 05, 2002
DBEATZ INVADIU A FUNHOUSE em Botafogo, novo point da e-music no Rio. Quando cheguei na Lapa a galera tava me esperando pra partir pra lá por que na Lapa neguinho encrencou do nada (parece que não queriam que fumasse lá). Então fomos... lugar manero, mas DJ's farofeiros. Mario Bros até que manda legal... mas não se compara a FM e MZ que acabaram tocando lá pras 4. Mas tocaram, isso que importa. Apesar do som merda deu pra se divertir. Comments: O que leva os políça a encenar uma cena ridícula na praia hoje ? Acho que é a inveja, afinal neguinho tá fumando muito ali no 9. Mas os caras chegaram, em 6, e proibiram a galera de jogar altinha e frescobol perto da água, ÁS 5 HORAS DA TARDE. Por que ? Lamentável a atitude... me sentiria um merda se fosse um deles. Tenho certeza que os caras sabem que são uns filadaputa. FUCK THE POLICE !! Comments: - Na Vida Puta : mais um latino, dessa vez uruguaio. A história real de uma mãe solteira de dois filhos que, ao conhecer um cafetão beeem cafajeste, vai de mala e cuia pra Espanha tentar a vida de prostituta ao lado de travestis brasileiros. Filme com legendas em inglês e eletrônicas em português (como Um Táxi Para Três), o que explica o possível fato de não passar no circuito. Acho que nem faria sucesso se entrasse, é um filme que não se enquadra no circuitão. De baixo orçamento, filmado na Europa, Cuba, Uruguai e França, mostra o que é o cinema uruguaio, um garotinho de fraldas que tá crescendo. Comments: sexta-feira, outubro 04, 2002
- As Divas do Blue Iguana: o maior mérito desse filme é acompanhar os dramas das strippers do clube, situado na região de San Fernando, California. Dramas nada fáceis: uma é apaixonada pelo irmão, outra é poetisa querendo se afirmar e viver uma vida normal (Charlotte Ayanna - excelente), outra está grávida. Daryl Hanna no papel de uma prostituta drogada, lesada, está surpreendente e em sua volta o filme se baseia: ela quer ter um filho e não consegue. No final de 2 horas, se tem a sensação de que o filme não conseguiu emplacar. Quando a gente espera acontecer algo, não acontece nada e por aí vai.... Comments: quinta-feira, outubro 03, 2002
Ainda falta mais de um mês, mas vai rolar... Minha festa de aniversário, dia 07/11 na Lapa com DBeatz (Dj Fábio Machado) e Organizers de Porto Alegre. Comunhão do DB nacional !! É a conexão Rio-Porto Alegre se solidificando... Comments: - Dois Perdidos Numa Noite Suja: meu segundo filme nacional do Festival fez bonito lá em Gramado e tá sendo lançado em Paris. É uma filmagem baseada na obra de Plínio Marcos, pelo diretor José Joffily. Os atores Roberto Bomtempo e Débora Falabella mandam muito (ela mais do que ele) num drama passado em Nova Iorque, antes e depois do 11/09/2001. Tonho e Paco (Débora) se conhecem no submundo da cidade e viram parceiros. Ela ganha grana "chupando cacete de viado" e ele é um merda que acabou de ser solto da prisão. Ele, desesperado pra voltar pro Brasil, depois de 5 anos de luta e de trabalho de limpador de privada, tá sem dinheiro e tenta arrumar uma grana que não consegue, ao contrário de Paco. Débora está excelente no papel de uma menina que se faz passar por menino. Totalmente pirada, viciada em crack e "perigosa". Canta rap pelas ruas (horrível), por que esse é o seu sonho, ser melhor do que a Madonna. No final... ah, vai ver que vale a pena. Comments: quarta-feira, outubro 02, 2002
- A Erva Maldita: documentário italiano sobre maconha excelente, imperdível. A sessão de 14 hrs na Sala Baden Powell entupida pra ver a luta contra a discriminação da droga na Europa. Colhe depoimentos de plantadores, usuários, músicos, políticos... tudo ligado a questões que todos nós queríamos saber. Curioso como é a legislação no Primeiro Mundo e como é aqui. Lá o processo é bem mais adiantado. Curioso também os costumes dos fumantes da Europa - totalmente distintos do Brasil. Lá a droga é de qualidade fenomenal, cuidada com carinho, não está totalmente na mão de delinquentes. Cenas engraçadíssimas, filmagens antigas, resultados de pesquisas reveladores e muita música fazem desse filme de quase 2 hrs diversão garantida. Ah, não esqueça de levar o seu, tava legalize. Comments: [01/10/2002] - Viver Mata: esse filem mexicano está amargando a lanterna. Foi o pior que eu vi até agora. Conta uma história confusa sobre um casal que se conhece contando mentiras. Ela, uma radialista depressiva de hábitos pra lá de estranhos como lamber veneno. Ele, um alcóolatra representante de produtos de plástico asquerosos como vômitos, dedos etc. Uma Cidade do México caótica serve de pano de fundo para essa love story fajuta em flash-back sem pé nem cabeça. Cheia de elementos estranhos (ah !! o filme é mexicano...), totalmente dispensável. O que dizer mais ? "Fuja !!". Comments:
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