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Joca Vidal's in da house.
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"Thank You Lord" - Aswad
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sexta-feira, agosto 30, 2002
Uma música melancólica tendo como pano de fundo as estrelas. É assim que acaba "História Real" ("The Straight Story"), um filme 'fácil' do excêntrico David Lynch. Me lembro que o perdi no último Festival do Rio - apresentado em sessões concorridíssimas. Realizado em 99, conta a história real de Alvin Straight (o nome em inglês tem duplo significado), um velinho de 73 anos que mora em Iowa, ponto extremo oposto de onde mora seu irmão mais velho (Mount Zion), que sofrera um derrame. Alvin resolve visitá-lo 'antes que seja tarde' depois de 10 anos sem vê-lo e, surpreendentemente, resolve ir com o seu carrinho de cortar grama ano 66 e um trailer tosco. Detalhe : com a visão prejudicada e o quadril estourado. É maravilhoso o trabalho do ator Richard Farnsworth como Alvin. Sua atuação é tocante e sensível. Destaque também para as pessoas que ele encontra no caminho : solidárias e perplexas com seu inusitado meio de transporte, sua coragem e teimosia. O visual que é a estrada também é foda, nem dá pra descrever com palavras. Vai logo ver esse filmaço !! Comments: quinta-feira, agosto 29, 2002
Precisa sim: os caras estão lançando um cd novo ao vivo, "What You And I Have Been Through" que promete muito. Eles já tem um duplo ao vivo maravilhoso, mas aí já é outra história... Comments: No repeat e tocando pela segunda vez, o álbum de 2001 do Blues Traveler (“Bridge”) é um redenção pros caras. Depois da morte do baixista Bob Sheehan, um dos fundadores do grupo, os integrantes deram um tempo, o vocalista/gaitista excepcional John Popper perdeu vários quilos, e deram a volta por cima com esse registro. Uma pena somente que a gaita enlouquecida de Popper esteja menos presente que nos anteriores, porém quando ela aparece sai de baixo, meu filho. O cd é uma jóia rara que vale a pena ser conferida (só tem em edição importada). Começa com a pesada “Back In The Day” e vai : “Girl Inside My Head”, “Rage” , “Just For Me”, “You Reach Me”... todas maravilhosas, instrumentalmente corretas, bem cantadas de refrão pegajoso e bem concebido. É claro que não é o melhor da banda. É até difícil pensar que um dia eles vão superar “Four” e “Straight Out ‘Till Morning”, mas mostra uma garra de guerreiro. Garra de quem quer continuar na luta, principalmente pelo velho amigo que está lá em cima de olho. É tipo como está no encarte : “Nas estimadas 3813 pessoas que trabalharam na construção da Ponte do Brooklyn, 27 morreram sem terem visto o trabalho completo. Olhe por nós Brooklyn Bob e sorria.” Não preciso falar mais nada. Comments: Fui ontem na Orquestra Imperial e não tinha nem Seu Jorge nem Moreno Veloso. Pô, a parada sem o Seu Jorge não dá, é o mesmo que a seleção sem Ronaldinho... *** Greenpeace faz balanço do Ecosystem 2002 Manaus, 28 de agosto de 2002 - O Greenpeace reuniu a imprensa hoje na Cachoeira Alta do Tarumã para finalizar seu trabalho na área e apresentar um balanço dos resultados do Ecosystem. Mais de vinte mil pessoas, 20 skatistas e 30 artistas nacionais e internacionais participaram do Ecosystem 2002 em um clima de paz e harmonia que durou as quatro noites do evento. Cerca de 7 mil assinaturas foram coletadas junto ao público em apoio à criação de um parque na Cachoeira Alta do Tarumã. Orientação Ecológica: O local do Ecosystem está sendo devolvido à população totalmente limpo, apesar dos problemas de verba e logística que atrasaram a limpeza durante o festival. A operação de recolhimento e separação do lixo está sendo conduzida pela DEMULP (Departamento Municipal de Limpeza Urbana). Durante o evento, os voluntários do Greenpeace ajudaram na coleta do lixo, mas a quantidade de latas e garrafas jogadas no chão mostra que ainda há um longo caminho de educação ambiental a ser trilhado pelas autoridades públicas. “A Cachoeira Alta do Tarumã estava cheia de lixo quando começamos a produzir o Ecosystem; agora o local está sendo limpo, mas é necessário estabelecer um sistema permanente de recolhimento de resíduos para assegurar a manutenção da área que já é muito utilizada pela população”, disse Rebeca Lerer, orientadora ecológica do Greenpeace para o Ecosystem. Os outros ítens da orientação ecológica do Greenpeace apresentaram resultados positivos. O uso de madeira certificada pelo FSC (1), uma garantia do manejo sustentável da floresta, foi expandido com a construção da primeira rampa de skate do mundo totalmente certificada. A rampa foi palco da 2a Etapa do Campeonato Brasileiro de Skate Vertical, que contou com nomes como Rodrigo Menezes, Bob Burnquist e Marcelo Kosake. Bob Burnquist, ídolo mundial do skate, vestiu a camisa do Greenpeace e apoiou a idéia de evento ecologicamente correto, levando a mensagem aos milhares de fãs que vieram ao Tarumã nas tardes de sábado e domingo. Apenas papel reciclado foi utilizado na promoção do evento e os restaurantes da área de alimentação respeitaram a orientação de não utilizar alimentos transgênicos no cardápio. A participação de ONGs e entidades que trabalham com produção comunitária sustentável foi mais organizada do que na primeira edição do Ecosystem em 2001 (2). As ações de engajamento do público e educação ambiental obtiveram boas respostas. Cerca de 7 mil assinaturas foram coletadas pelos voluntários do Greenpeace em apoio à criação de um Parque Ecológico na área da Cachoeira Alta do Tarumã. As assinaturas serão encaminhadas ao Governo do Estado do Amazonas, aos candidatos ao governo e à prefeitura. Todos os artistas e atletas que participaram do evento também assinaram pela causa e prestaram depoimentos pela proteção da Amazônia. O Ecosystem gerou mais de duzentos empregos diretos e indiretos, incluindo pessoal que trabalhou na montagem de som, luz, segurança, construção das estruturas, estandes, bares, restaurantes, limpeza, bilheteria e ONGs. A Associação Indígena Waikiru, ligada à reserva Saterê-Maué (Maués), recebeu doação de madeira certificada e palha para reformar as casas da comunidade. Já em relação à segurança do público e ao consumo de drogas, temas que geraram grande polêmica na semana anterior ao evento, o Greenpeace não foi notificado de nenhum tipo de incidente como prisões, autuações, acidentes de trânsito ou internações hospitalares decorrentes do Ecosystem. “O clima durante os quatro dias de festa foi pacífico e harmonioso, mostrando que a juventude de Manaus estava pronta para o Ecosystem (2)”, observa Rebeca Lerer. As portas do Ecosystem estiveram o tempo todo abertas à Polícia Militar (que enviou cavalaria e viaturas da ROCAM para fazer rondas dentro do evento) e aos fiscais do Juizado de Menores, que puderam controlar o trânsito de menores de idade dentro do festival. Carlos Slinger, da Liquid Sky e produtor do evento, reuniu-se com o Juiz Responsável pela Vara da Infância e da Juventude, e obteve alvará para permitir a entrada de menores no festival. Próximos Passos: O Greenpeace foi convidado a participar do Ecosystem pela Liquid Sky para contribuir com idéias e soluções que minimizassem os impactos ambientais de festivais como esse. Durante o Ecosystem 1, em 2001, o governo do Estado anunciou sua intenção de criar um parque ecológico na área da Cachoeira Alta do Tarumã. Acreditando ser esta uma proposta positiva para a população de Manaus, já que tratava-se de uma área degradada e abandonada, o Greenpeace envolveu-se na campanha pela criação do Parque, ajudando a fomentar o debate em relação ao local e listando recomendações a serem adotadas e materiais a serem utilizados na construção deste centro de lazer. O evento e a proposta de criação do Parque geraram divergências entre o governo estadual, a prefeitura, políticos e até uma entidade que se diz ambientalista. A entidade Mata Viva, na pessoa de Joh Farah, acusou o Ecosystem 1 de causar impactos ambientais. Porém, este relatório de impactos ainda não foi apresentado ao Greenpeace para que os problemas pudessem ser analisados. “Se o documento é público, o Greenpeace deveria ter acesso aos dados, que contribuiriam para aperfeiçoar nossa orientação ecológica para o evento”, lembra Rebeca Lerer. Além disso, a Mata Viva recusou o diálogo, optando por uma posição de constante ataque sem contribuir verdadeiramente para proteger a área da Cachoeira Alta do Tarumã, que foi degradada pela ação de uma mineradora e estava abandonada há vinte anos. “Fica a impressão de que os motivos por trás das denúncias são políticos e de interesse próprio, aproveitando-se de uma situação em busca de 15 minutos de fama. O Greenpeace é uma organização apartidária, que trabalha pela proteção do meio ambiente. Sugerimos que o Sr. Joh Farah e a Mata Viva assumam uma postura pró-ativa e se integrem ao processo de criação do Parque já que se auto-denominam defensores do Tarumã”. Parque Indígena – O destino da área da Cachoeira Alta continua incerto, apesar das promessas. Ontem (27/08), o Greenpeace foi informado que a FEPI (Fundação Estadual de Política Indigenista do Estado do Amazonas) vai assumir a responsabilidade pelo local. Segundo o Sr. Ademir Ramos, diretor-presidente da FEPI, a intenção é “implantar um centro de cultura indígena na Cachoeira Alta do Tarumã”. As malocas de madeira certificada construídas para o Ecosystem seriam aproveitadas como centros de educação e conscientização e local para palestras e apresentações. Ainda de acordo com Sr. Ramos, “apesar de se tratar de uma iniciativa do governo, seria um trabalho coletivo, realizado junto às comunidades do entorno do parque e em consonância com a educação”. A FEPI informou ainda que já foi providenciada segurança para a área para evitar furtos e depredações. O Greenpeace vai repassar para a FEPI todas as informações e documentos acumulados nos dois últimos anos de trabalho, além de recomendações gerais para o local. O Greenpeace não participará do Ecosystem 3, caso o evento venha a ser realizado. “Nos envolvemos neste projeto com a melhor das intenções, para agregar consciência ecológica a um evento direcionado à juventude de Manaus. Fomos vítimas de uma disputa política que acabou denegrindo injustamente a imagem do evento e dificultando sua realização”. Em nome de todas as pessoas que apóiam a idéia do Parque, o Greenpeace está transferindo a responsabilidade de zelar por esta área ao atual governo do estado, aos candidatos, à prefeitura de Manaus. O Greenpeace convida o Sr. Joh Farah, da Mata Viva, que se comportou como zelador da Cachoeira Alta do Tarumã, a fazer propostas concretas para a proteção do local. “Esperamos que em breve a Cachoeira Alta do Tarumã seja um centro funcional de lazer, educação e cultura para a população da cidade de Manaus”, conclui Rebeca Lerer. “O Greenpeace pretende monitorar o processo de perto e se coloca à disposição de todos para contribuir com idéias e soluções ambientais como já vem fazendo desde 2000”. Notas (1) O FSC é um selo que garante que a madeira foi extraída da floresta de acordo com os melhores critérios ambientais e sociais disponíveis. É o único sistema de certificação independente que atende a padrões ecológicos nacionais e internacionais, incorporando de forma equilibrada os interesses de grupos sociais, econômicos e ambientais. O sistema FSC assegura transparência em todo o processo- desde a extração da madeira na floresta, passando pelo processamento na indústria até chegar ao consumidor final. (2) O documento com informações sobre as ONGs que participaram do Ecosystem em 2002 está disponível no site do Greenpeace (www.greenpeace.org.br/ecosystem). (3) Leia a seguir depoimentos de representantes da comunidade jovem de Manaus em relação ao Ecosystem. HILDEBRANDO – loja.com “O grande problema da segunda edição do Ecosystem foi o boicote político do evento. São interesses políticos e não da população, que mostrou que queria que o festival se realizasse. Houve falhas na organização e em outras partes, mas eu acho que tudo tem de ser relevado quando um grupo tenta boicotar. O importante é que o evento saiu e provou que o resultado foi bacana para os DJs de Manaus e também para a população. Foi uma satisfação muito grande. Toda a nação Ecosystem está de parabéns!” LUPPA ROMANO – AMAZONAS EM TEMPO “Comparado ao ano passado, o evento deste ano foi fraco, mas foi bom. Gosto do projeto, da proposta e acho que o Ecosystem é bom para a cidade porque abre a cabeça da garotada. O projeto em si é muito bom para a juventude da cidade. Além disso, Manaus virou uma referência de boas festas para o norte do Brasil.” FLÁVIO HERNANDES – LOKOSHOW / RÁDIO NOVIDADE “Foi fantástico! Todos os comentários que recebemos sobre o evento foram muito positivos! Muita gente tem dito que o festival deste ano foi até melhor do que o ano passado. Também tivemos uma grande participação do público nos programas transmitidos durante os dias do Ecosystem e no abaixo-assinado apoiando a criação do Parque Ecológico no local da festa”. Comments: terça-feira, agosto 27, 2002
Fiz uma hpg tosca para abrigar as fotos que tirei da festa, se vc não quer ler as bobagens que escrevi aí embaixo, vai logo aqui. A partir de sexta outras fotos estarão no site da MOOD. Comments: [22/08/2002] Não tinha a menor idéia do que era essa terra que anda na corda bamba da Linha do Equador. Depois de 4h de viagem Rio-Manaus, a capital da Amazônia, a princípio, seria desafiadora. É o que dá fechar negócio com uma agência de viagens desconhecida. Não, até que comecei bem, tinha um cara simpático me esperando no aeroporto para o traslado e achei que a parada seria legal. Só que ele me levou pro Hotel (?) D. (Maria ?) Joana. Senão fosse o hotel mais fim dos tempos que já fiquei a situação seria mais agradável. Nunca tinha ficado num lugar (e olha que já viajei muito e fiquei em vários muquifos) que não tinha espelho no banheiro nem cortina na janela !! Tudo bem, o papel-higiênico depilador-de-pentelho-do-ânus (Nino Bianco Tradicional : novo + branco + macio) e o barulho do ar condicionado até que passam. A mosca varejeira que mora aqui também. Agora, a roupa de cama era cheia de cabelos que não eram meus e embaixo do colchão havia um vão em que o chão estava imundo, e olha que eu não tive coragem de levantálo para ver “melhor”. Ainda bem que só reparei nisso quando acordei, depois de uma noite péssima de sono. Existe mais fim dos tempos do que isso ? O hotel é enorme, antigo, no centrão e com pessoas bem esquisitas.... vou ali embaixo dar um esporro !! *** Ei, péra aí, acabaram de me trazer um espelho !! Poooorrra, as coisas estão evoluindo bem. Agora posso ver se tenho melecas e remelas quando acordar. E ainda me pentear e fazer a barba. Será que eles não perceberam que sem espelho não rola isso ?? Mas quando for pro Hotel tropical pegar meu credenciamento neguinho vai ouvir e vou exigir faxina completa nessa merda !! *** Acho que Murphy está aqui. Depois de 40 minutos de buzum, chego no HT e descubro que o credenciamento vai ser às 18 e não às 11 horas (welcome to Amazon motherfucker !!). Caralho, meu hotel é longe à Vera de tudo, menos de alguns pontos turísticos que vou tentar visitar !! Depois que caminhei sob uma temperatura agradabilíssima de 50 graus na sombra, descolo um táxi pra voltar. Aproveitei umas horas livres e fiz o reconhecimento da área. O lugar é cheio de mercados. Deve ter uns 500, no mínimo. O povo é humilde, mas o estereótipo de que todos se parecem com índios é equivocado. Bato um rango de 3 real, experimento uns guaranás e volto pro meu aposento. Opa !! agora tem uma cortina me-engana-que-eu-gosto. Melhor que nada. E ta mais limpinho também. Tomo outro banho (o calor aqui é infernal !!), agilizo minhas paradas. Vou descansar pra voltar pro HT mais tarde. *** Tudo certo no credenciamento, mas eram 7 da noite e a parada só ia rolar lá pela madruga. Fico de rolé no hotel e conheço uma galera de Brasília sangue-baum que estavam no Centro também. Sentamos pra tomar umas cervas na Ponta Negra, trocamos idéias e decidimos rachar o táxi pra rave. *** Volto de manhã, o lugar é foda !! São basicamente duas tendas principais, uma de um lado da parada e a outra lá do outro. Entre elas outras 3 tocando os mais variados estilos de música eletrônica. Uma rampa de skate imponente fica no meio do caminho. Um lago cruza a Pedreira do Tucumã tornando o amanhecer alucinante. Esse dia foi mais pra reconhecer o terreno. Tinha uma galera, tava manero e os dj’s eram ótimos, só que não identifiquei nenhum. Não, amanhã (hoje) vai dar merda.... e é só o começo. Altas fotos, uma neblina psicodélica. Visual da porra !! [23/08/2002] Estou profundamente ansioso para hoje. Depois de ontem (porra, eu já nem sei quando é hoje ou ontem, a parada acaba de manhã... tô perdido !!) sei que a tendência é só melhorar. Provavelmente rolará algum nome conhecido na parada. Deu pra fazer um turismo de tarde. Fui para o Bosque da Ciência, uma área preservada pelo INPA (Inst. Nacional de Pesquisas da Amazônia) que o estuda o meio ambiente e particularidades da fauna, flora, minerais e fósseis da região. Vários animais como o gigante peixe-boi (500 kg), as ariranhas, macacos, jacarés de 6 metros e tartarugas enormes tornam o lugar muito irado, cheio de verde e ar puríssimo. Tive sorte : tava rolando lá o I Conferência de Pajés da Amazônia. Vários estudiosos, pesquisadores, índios, jornalistas e curiosos presenciaram debates que têm como objetivo atender aos interesses dos primeiros habitantes dessa terras. Ao todo são 50 indígenas, entre eles cerca de 20 pajés de etnias como Dessana, Baniwa e Kaingang lutando pela criação de políticas públicas que protejam o conhecimento tradicional de seus povos, ameaçados pela biopirataria na Amazônia. É aquela história : os gringos entram aqui e, em troca de roupas e dinheiro, levam informações e exemplares de plantas medicinais patenteando-as em seus países, como a ayahuasca (patenteada por um laboratório americano) e a espinheira-santa (no Japão). È pra ficar puto ou não ??? Até sangue de yanomami neguinho levou. Fala sério. [8:38 do dia 24/08] Estou pronto pra dar uma repousada rápida até umas 2 depois de ter trocado toda a água do meu corpo nessa madrugada. Nunca senti tanto calor na minha vida. O foda é que todos estavam na mesma freqüência, zoando muito e curtindo geral. Sinceramente, não sei o que vai ser de mim. Fiquei muito louco ao tomar pela primeira vez o E. Chega não escrevo mais.... [DOMINGO] O sábado foi foda. Fui num workshop de tarde e à noite parti pra curtição. A tenda jungle era a melhor, na minha opinião. Passaram por lá OB1, TC Izlam e Zulu Nation, Adam F (o mais sinistro). Fernanda Porto e Bambaataa detonaram na pista de skate. Soul Slinger, o “patrão”, também. Na pista de techno e variantes, André Pulse destruiu tudo. Às 5 da matina um moleque de 15 anos de Goiânia arrebentava (DJ Nasty). Eu tava louco de novo, mas foi mais light. Ainda bem !! Quando amanheceu, o DJ Freeworm (Canadá) fez um excelente set na pista de skate. Havia horas que Da Lua e a galera do DBeats detonavam na pista jungle e assim ficaram, mostrando o som do Rio pra galera do norte. *** Ás 3 da tarde to de novo lá pra ver a final do skate. Muita gente acompanhou : a molecada, a farofada e aqueles que não puderam pagar as 10 pratas pra entrar nos outros dias. O circo do circuito profissional de skate estava na área. Skatistas de renome internacional deram show, como o campeão Digo e o vice, Bob Burnquist. Lendas do esporte como Sérgio Negão e Mauro Mureta não se cansaram de dar autógrafos. Volto pro hotel agilizar umas coisas mas logo estou de volta, o último dia do evento promete. Os DJs locais dominam as pick-ups da tenda do lago (DJ Tubarão) e a de techno com os DJs Le Jaguar e Sandro. A galera do DBeats esquentou a pista de skate para a entrada do Mad Professor. Sentadão na mesa de som, ele e dois parceiros promoveram uma aula de reggae-dub nunca vista antes no Brasil. Quem estava presenciando não se esquecerá do feeling do cara, sabe tudo : bass lá em cima, vocais melodiosos e bateria ecoada. Memorável !! Fiz bem em adiar o horário de volta pro Rio, estou acabado, mas satisfeito com a viagem. Conheci várias pessoas muito legais, o povo manauense é simpático e fiz vários contatos. [26/08/2002] Sem mais comentários, estou destruído e voltando pra casa. Até a próxima !! Comments: terça-feira, agosto 20, 2002
AQUARELA CARIOCA - BALLROOM (RJ) 19/08/2002 : Ontem o dia foi tão estressante que foi essencial ir pro Ballroom dar uma circulada. Acabei presenciando um encontro histórico no palco com Lenine, Suzano e Junior Tostoi. Lenine tava animado, quando ele entrou aquela ridícula disposição de mesas na pista foi pro saco. A galera invadiu, incendiou e se amarrou. Ele mandou até músicas novas como aquela do raio x. Suzano é foda, batuca muito, Tostoi só distorcendo as paradas. Não me lembro muito bem o repertório, sei que rolou Pena de Vida, do Pedro Luís... não tava com minha cabeça muito boa. Inclusive saí antes do show terminar.... sabe quando tudo dá errado ? então, ontem foi assim... mas vamos vivendo. *** A banda Aquarela Carioca é manera. É tipo um Fourplay encontrando a MPB. Vale a pena conferir os caras. *** Amanhã parto pra Amazônia ver a Ecosystem. Não vejo a hora de conferir o dub maravilhoso de Lee Perry com Mad Professor, Afrika Bambaata, Soul Slinger, Dolores, BNegão.... vou na FÉ !! *** MOOD nova já no ar com matéria minha e da Domi sobre a Orchestra Imperial. Comments: sábado, agosto 17, 2002
Vc sabia que na fnac os lançamentos no primeiro mês tem 20% de desconto ? É o chamado preço verde. Estive lá na sexta e ele me possibilitou comprar o cd do Brian Wilson "Pet Sounds Live" e o livro da Clarah por preços honestos (18 e 17 reais respectivamente). *** Tudo bem, a voz do Brian Wilson não é mais a mesma, mas o cd ao vivo tem seu charme e emociona de qualquer maneira. No entanto, se você ainda não é adepto do estilo pet sound de ser é bom se introduzir pelo original. *** Lee Perry, Afrika Bambaata, Mad Professor, Dolores.... tá chegando a hora.... Comments: sexta-feira, agosto 16, 2002
Gosto de todos os tipos de filmes, menos aquelas xaropadas hollywoodianas. Foi sabendo que era triste pra caramba que aluguei O Quarto do Filho, filme italiano de Nanni Moretti. É triste sim, mas já vi mais tristes. Conta a história de uma família tradicional italiana que sofre a perda de um ente querido. Nanni além de dirigir o filme faz o papel do pai psicólogo. Acho que ele é o que torna o filme manero. Faz o papel de um pai carinhoso, carismático, diferente. Está muito bem no papel. Isso sem falar que o italiano é uma língua charmosa bragarái. Vale a locação. *** Na Shopping Music desse mês vem um DVD precioso : Year of the Horse, documentário de Jim Jarmusch sobre a turnê de 1998 de Neil Young pela Europa. Comprei meu exemplar (15 pila) mas ainda não vi. Me lembro que vi num telão do Espírito das Artes tipo 2 anos atrás e é maravilhoso. Tem vários depoimentos dos músicos da banda de apoio, Crazy Horse. Tudo devidamente legendado nesse DVD. Vários números musicais com jams memoráveis. Vale muito a pena a compra, e a 'brincadeira' tem 2 horas e 20 de duração. Comments: quarta-feira, agosto 14, 2002
REGGAE B - BALLROOM (RJ) 13/08/2002 : Fui pela 322a. vez no show do Reggae B. Dessa vez, atraído pela presença do Pedro Luis e Fernanda Abreu como convidados. O show foi aquilo de sempre : ska, dub, mpb, roots etc. A casa tava cheia e a gente se lembrando que ali mesmo já tínhamos visto um show deles com menos de 50 pessoas. Preciso dizer que não suporto "Rioquarentagrauscidademaravilhapurgatóriodabelezaedocaos". Acho que até a Fernanda Abreu não aguenta mais. Foi a música do pega-a-cerveja-e-paga-a-conta-pra-não-ficar-na-fila-até-as-3-e-meia. A noite cheia de sacudos mesmo assim foi divertida... *** Hoje tomei a vacina contra febre amarela. A possibilidade de eu estar aqui aumentou bastante... *** 11 de outubro (véspera de feriado) no ATL Hall : RED HOT CHILI PEPPERS !!!!!!! Comments: sábado, agosto 10, 2002
Achei um cd hoje que estava perdido na minha seleção : Mother Earth - "The People Tree". Tava bolado, engasgado, preocupado esse tempo todo. Uns 3 anos que ele estava perdido. Tive até que comprar uma compilação da banda para ser suplente. Mas nada barra a história e a importânica desse. Matt Deighton (vocal e guitarra), Neil Corcoran (baixo), Bryn Barklam (órgão e piano) e Chris White (bateria e percussão), um quarteto que demonstra nota por nota o que é o verdadeiro acid jazz : solos longos, jams, distorção, groove. Tudo junto. Não é aquele acid jazz que tu pensa não, tipo Us3. Nada a ver. Aqui é o verdadeiro. Todo misturado com róque. Vide Dragster, a música que me motivou a escrever algo sobre o disco. Isso sem falar nas imbatíveis Jesse, Institution Man, Mister Freedom, e por aí vai...o cd é maravilhoso do começo ao fim. *** Lançado em 1995 pelo selo Acid Jazz da Hollywood Records, só importado. Tem participações de Paul Weller nos backing vocals de uma música e James Taylor (da James Taylor Quartet) no fender rhodes em outra. Comments: sexta-feira, agosto 09, 2002
Então aqui estão alguns links para as fotos da night que eu escrevi aí embaixo : Fotos da Dama da Noite Fotos do Grupo Parada Obrigatória Fotos do Monarco Comments: Acabo de chegar da Lapa. Depois de bater um rangaço no Casanova da Barra, decidi curtir uma noite cedo na Lapa (21 hrs). Sabia que ia rolar um show do Monarco numa casa nova, Dama da Noite, que está completando hoje 1 mês. Fui lá amarradão, não tinha saído segunda, terça nem quarta, estava comportadíssimo. Ia tentar entrar na malandragi, afinal estava na Lapa. Cheguei lá na porta da parada (na Gomes Freire, 773) e pedi pro Porteiro chamar a dona. Falei com ela que queria tirar umas fotos e tal blá-blá-blá. Ela deixou. Beleza então. *** A casa é daquelas bem antigas : grande, com um escadão, um quintalzinho, manerinha... rolando Bohemia em garrafa 600ml e geladíssima. Perfeita pruma roda de samba. Não estou nem a 5 minutos lá, o Grupo Parada Obrigatória começa mandando sambas bambas. Entre eles, Criola (do Trio Mocotó), Nega do Obaluaê (do Wando, que o Pedro Luís gravou em seu último disco), Parabéns pra Você, pelo aniversário de 1 mês da casa (sambista gosta de cantar um parabéns), Flor de Lis (Djavan) e outros. Banda redondinha, me chamou a atenção um coroa bem simpático que tocava tamborim e bumbo ao mermo tempo. *** Monarco estava sentado bem em frente. Ele e um negona que dançou desde a primeira música. O clime era de animação total. Gente jovem cantava os hinos da Portela com o veterano sambista (Vai Vadiar e Foi Um Rio Que Passou Em Minha Vida lógico que não faltaram). O calor tava pegando mas nada de anormal. Fiquei íntimo de todos da casa. Nem fiquei muito tempo lá depois do show pq já tava numa aba forte, apesar de estarem AP e A. Muito cansado também. Acordei as 8 pra ir numa consulta que foi ontem (ei, contei isso aí embaixo). Ralei peito e fiquei íntimo de todos : da dona da casa, Márcia, do porteiro sangue baum, e do negão que tocava na banda. Foi a noite do malandro jovem. *** Como o maravilhoso hpg tá fora, as fotos só amanhã. Comments: Quinta, 8 e meia da manhã estou na Praça Santos Dumont esperando o 170. Teria que ir para Laranjeiras. Meu ortopedista atende lá e minha consulta era 9 e trinta. Quinze minutos de antecedência e lá tô eu : - Oi, por favor, tenho consulta marcada com o Dr. João Carlos. - Mas o Dr. João Carlos atende só segunda, quarta e sexta. - Ué, mas não é possível, tá marcado hoje às 9 e meia. - Deixa eu ver na agenda.... não, não tem nada. O Sr. deve ter confundido. É esse mesmo o nome do médico ? - É, com certeza... João Carlos Fulano de Tal - olho no exame de raio x. Bom, dá pra marcar amanhã ? - Dá. Mesmo horário ? - Pode ser, 9 e meia. Chego em casa depois de viajar pelo 569. Olho na minha agenda e vejo. A consulta foi ontem. Ser lesado é foda. Comments: terça-feira, agosto 06, 2002
Puta que pariu !! Isso promete, hein ?? *** Semana que vem meu quarto vai estar nos trinq, com computer novo e potente. Enquanto isso (isso é a obra, a pintura e etc), vago pela sala, pela casa da minha vó à procura de um canto pra descansar, meditar, ler e etc (ouvir música é que tá foda). Expluso minha irmâ do quarto dela pra ficar de bobs na internerd e ler coisas como essa. *** E continua meu retiro de purificação depois do fim de semana de estragação. Acho que amanhã nem vou na Orchestra Imperial. *** E ontem começou minha pós na PUC. Ainda não sei no que isso vai dar, mas as 1as. impressões foram show. Comments: segunda-feira, agosto 05, 2002
LENINE - CANECÃO (RJ) 04/08/2002 Muito bom o show de lançamento do cd Falange Canibal. Melhor mermo até que o próprio cd. Lenine chamou 3 comparsas (Marcelo Mariano, Junior Tolstoi e Panchito Rocha) e formou uma banda psicodélica, 'noisy', pesada e eficiente que deu outra cara para a obra. Quase todas as novas (O Silêncio das Estrelas, Umbigo, Ecos do Ão, Sonhei, Lavadeira do Rio, Encantamento, O Homem dos Olhos de Raio X duas vezes com o insert de A Banda do Zé Pretinho do Jorge Ben, O Verbo e a Verba...). Todas as músicas tiveram versões modificadas para melhor devido a característica dos músicos. Canecão lotado mas tranquilo, brisa do green impregnando o lado esquerdo do palco (onde fiquei), muita gente conhecida (oi Barbara !!), um clima ótimo. Só falta baixar o preço daquela cerva maldita, se bem que eu entrei bebendo Skol a 1,50. Achei que ele poderia ter mandado mais antigas (é foda, fã antigo sempre quer ouvir as primeiras composições), mas a versão que ele fez de O Último Pôr-do-sol emendada com Miragem do Porto (essas do cd Olho de Peixe) já valeu o preço honesto do ingresso. D'O Dia em que Faremos Contato mandou A Ponte, Candeeiro Encantado e A Balada do Cachorro Louco. Faltou Hoje Eu Quero Sair Só e Dois Olhos Negros. De Na Pressão, Jack Soul Brasileiro (porra essa acho que ele poderia ter nos poupado), Paciência (idem) e A Rede. Fiquei ainda na esperança de rolar um Monobloco, um Suvaco, mas ficou por isso mermo. Ta ótimo. *** BG depois selecionado, excelente... é, o fim de semana foi salvo... Comments: domingo, agosto 04, 2002
SÓ DERROTA : - Decepção total o espetáculo Mildred Mildred no Sérgio Porto sexta. Não tem graça nenhuma !! Não deu pra soltar nem um 'Rá' ! E olha que estava dentro do Festival de Humor. Era um espetáculo de dança com diálogos non-sense e chatíssimo... - Decepção total ontem no Cantinho da Barra. Tudo bem que era festa da Fe e deu pra encontrar mó galera mas.... o que anda acontecendo com a mulherada ???? Pode ser que tenha me arrependido de ir ver o Gerson King Combo, pelo menos acho que não me chateava... Então eu vou lá no Canecão ver o show do Lenine e tentar salvar o fim de semana... Comments: sexta-feira, agosto 02, 2002
O cd 20 Reggae Classics !! encartado na revista inglesa MOJO desse mês faz jus ao nome. O que rola é clássico mermo, afinal as músicas vão do período de 1966 a 1974 e fazem parte do catálogo da seminal gravadora Trojan. Essa fase é aquela conhecida pelos 'skazinhos' e 'rocksteadies' que predominavam na cena. Tem Bob com Mr. Brown, John Holt com Ali Baba, The Maytals com Pressure Drop, Gregory Isaacs em Don´t Let Me Suffer e Jimmy Cliff com Hard Road To Travel. Isso pra falar dos mais conhecidos. O grande charme dessa compilação, além de trazer versões não lançadas no mercado brasileiro, são os artistas pouquíssimos conhecidos por aqui como Delroy Wilson, Niney, Theo Beckford (beque forte ??), The Crystallites, Slim Smith, Johnny Clarke, Junior Byles, The Untouchables, Ken Boothe, Harry J All Stars, Drumbago & The Dynamites e The Upsetters. No meio do caminho do reconhecimento, estão também Desmond Dekker & The Aces e The Etiophians. Para minha surpresa a linda canção de Curtis Mayfield, I'm So Proud, ganha uma versão tocante de Joe White de 1968 tirada da coletânea Jamaican Memories. *** Nem preciso dizer que vale a pena desembolsar 30 pratas para tê-lo. Além de tudo, a MOJO é uma revista sensacional com assunto pro ano inteiro. Comments: quinta-feira, agosto 01, 2002
Se você quer ver através de fotos o que falei aí embaixo, é só clicar nos dois links : link 1 link 2 Comments: O show de ontem da Orchestra Imperial foi FO-DA. Muito bom meeeermo. Quarta que vem se bobear, tô lá. Amanhã eu boto as fotos aqui porque o hpg tá fora, elas ficaram ótimas. Enquanto isso, vai um textinho aí que eu escrevi : "Enquanto o São Caetano acabava de levar mais um esculacho se consagrando como uma filial do Vasco da Gama em SP (só é vice...), os músicos da Orchestra Imperial preparavam-se para subir no palco do Ballroom, numa quarta-feira (31 de Julho), como já vem fazendo em todas há quase dois meses. É engraçado, por que você olha para o cartaz em frente a porta da casa de espetáculos do Humaitá e pensa : “- que p.... é essa de Orchestra Imperial ?”. Pois saiba que a parada é de melhor qualidade : simplesmente uma reunião de músicos talentosos, jovens e a fim de apresentar algo relativamente novo. Nomes como Seu Jorge, Ruivo (do Los Hermanos), Kassin, Moreno Veloso, Berna Ceppas, Domenico, entre outros fazem parte dessa big band do suíngue, samba, bolero, xaxaxa e vários outros ritmos sacolejantes. Bailão. Essa é a palavra certa. E o público jovem que lotou o Ballroom apreciou e se acabou de tanto dançar. Infiltrados nesse público, a “nata” da MPB como Caetano Veloso, Marisa Monte, Jorge Mautner, Ed Motta (os dois subiram no palco no para uma canja), entre outros não menos “importantes” como Regina Casé, Andrucha e Preta Gil. Bailão incrementado com partido-altos, sambas antigos de Ismael Silva, clássicos de Gerson King Combo (“Melô do Mão Branca”), Carlos Imperial (“Mamãe passou açúcar em mim”),vinhetas eletrônicas e até uma maravilhosa versão soul de “Vem Fazer Glu-Glu” (essa mesmo, do Sérgio Mallandro) que levantou a galera. A melhor notícia veio no final : o Bailão (assim mesmo, com letra maiúscula) vai continuar durante todo o mês de agosto, ou seja, diversão garantida !! E a tendência é só melhorar..." Comments:
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